O movimento de mulheres negras está festejando pois entre as três ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz 2011, duas são mulheres negras. Entres elas estão a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) em Oslo, capital da Noruega, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901. Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, argumentou que as laureadas foram "recompensadas por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz".
"A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar", disse o presidente do comitê.
"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtêm as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade", disse Jagland.
Enfrentamento do racismo, do sexismo, de todas as formas de intolerâncias, e atuando no controle social de políticas públicas - Ponto de Cultura Mulheres Negras na História
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra
“Mesa de negociação: Saúde da População Negra do Estado do Rio de Janeiro, com foco na Mortalidade Materna de Mulheres Negras e na Garantia dos Direitos Sexuais e Reprodutivos”.
Realização: Criola
Pensando em abrir um canal de interlocução entre a população negra e o poder público, Criola pretende avançar nas discusssões sobre os impactos do racismo na saúde e a garantia de direitos a saúde para a população negra no dia 27 de Outubro - Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra.
Para isso pretende partir de uma experiência e fato ocorrido em 2002, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, área de grande concentração de população negra, e que foi palco de um dos casos que mostrou a desatenção e a falta de cuidado em relação a saúde da população negra, assim como a violação dos direitos reprodutivos das mulheres: o caso de Alyne Silva Pimentel.
Alyne Pimentel de 28 anos morreu em novembro de 2002, no sexto mês de gestação, cinco dias após dar entrada em hospital público com sinais de gravidez de alto risco e não recebeu atendimento apropriado. Esse caso provocou grande repercussão e foi levado ao Comitê CEDAW em 2007, que propôs uma série de recomendações para o Brasil.
A proposta é a realização de uma Mesa de Negociação com a presença de gestores de saúde e da promoção da igualdade racial, parlamentares, conselheiros de saúde, representantes do Ministério Público e sociedade civil para ampliar as discussões sobre as condições de saúde da população negra e os impactos do racismo na saúde desse segmento da população.
Objetivos: Pactuar 3 ações estratégicas para a implementação das recomendações estabelecidas pelo Comitê CEDAW, para o enfrentamento da mortalidade materna de mulheres negras, a partir do caso Alyne da Silva Pimentel Teixeira
Público: Gestores de saúde e da promoção da igualdade racial, parlamentares, conselheiros de saúde, representantes do Ministério Público e lideranças do movimento negro e movimento de mulheres, da região metropolitana do Rio de Janeiro (I, II e capital).
§ Número de participantes:
100 participantes
Informações pelo telefone (21) 2518-6194
Foto: Google
Ponto de Cultura Criola
Ponto de Cultura: Mulheres Negras na História
Realização: Criola
Apoio: Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro
Veja aqui algumas ações realizadas pelo Ponto de Cultura Mulheres Negras na História
Participação em eventos

20 de novembro de 2010 – participação do Ponto de Cultura no Cortejo Mulheres de Axé na Serra da Barriga – Alagoas
21 de fevereiro de 2011 - Lançamento do Ponto de Cultura Mulheres Negras na História, durante a realização do I Encontro Estadual Mulheres de Axé do Rio de Janeiro, no auditório do Arcos Rio Palace Hotel.
O evento contou com uma apresentação das propostas do projeto seguido de apresentações culturais, como o esquete teatral realizado por Mãe Beata de Iemanjá, mulher negra, ialorixá e escritora do livro de histórias Caroço de Dendê.
Mãe Beata apresentou um monólogo sobre a mulher negra brasileira, e logo depois foi a vez da cantora Tânia Machado, que nos brindou com vários sambas antigos.
Ciclo de encontros
Encontro: Mídia, Cultura e Racismo, representações sobre a mulher negra
Data: 18 de abril de 2011
Local: sede da ABPV - Centro
Adriana Batista - jornalista
Roseli Rocha – assistente social
Liv Sovik – Professora de Comunicação da ECO-UFRJ
Data: 30 de junho de 2011
Local: UERJ, auditório 13 Debatedoras:Conceição Evaristo(escritora e poeta) e Kátia Santos(escritora)
Debate II: Diáspora e Movimentos sob a Perspectiva Cultural
Debatedores: Ana Flávia( jornalista) e Umberto Silva(videomaker)
Data: 07 de julho de 2011
Local: Uerj, auditório 13
Biblioteca Gésia de Oliveira
A Biblioteca Gésia de Oliveira encontra-se em fase de reestruturação, mas está aberta para o público em geral. Atualmente está organizada por seções de livros, revistas, dissertações, teses, cartazes, folders, entre outros materiais, facilitando o acesso das pessoas as publicações. Possui também um acervo de vídeo e fotos.
O acervo da Biblioteca já vem sendo acessado por estudantes de escolas públicas, pesquisadores, universitários e por várias organizações. Criola vem colocando parte desse acervo no site democratizando dessa forma o acesso as informações.
O acervo pode ser consultado, e para isso entre em contato com a Criola no 2518-6194.
PUC-RJ realiza seminário sobre o Ano Internacional dos Afrodescendentes
Vai acontecer nos dias 08 e 09 de novembro, o Seminário de Reflexão e Memória da Cultura Afrobrasileira, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
O tema deste ano será “O Ano Internacional dos Afrodescendentes e a Resistência Política dos Negros no Brasil de Zumbi dos Palmares a Abdias Nascimento”.
Maiores informações através do endereço:http://seminarioafro2011pucrio.blogspot.com/
As inscrições serão gratuitas!
Inscrição de Ouvintes: até 30/10/11
Programação Preliminar do Seminário:
Data – 08/11/2011 (terça feira)
9h00m - Abertura do Evento: Representante da Reitoria (PUC-Rio);
Representante do Decanato do CCS; Diretor do Departamento de Direito;
Diretora do Departamento de Serviço Social; Representante do NIREMA
9h30m - Conferência Inaugural
11h00m - Mesa 01: O Direito e as Políticas Públicas de Combate ao
Racismo no Brasil
13h00m - Atividade Cultural: Jongo
15h00m às 19h00m – Grupos de Trabalho
GT 1: Políticas Públicas e a Questão Racial
GT 2: Educação das relações étnico-raciais: a lei 10.639/2003
GT 3: Racismo Institucional e Sistemas de Justiça
19h00m - Mesa 02: As Ações Afirmativas e a População Negra no Brasil
20h30m: Atividade cultural: Leitura de fragmentos da Peça Sortilégio
(1951), de Abdias Nascimento.
Data - 09/11/2011 (quarta feira)
9h00m - Mesa 03: Territórios e Territorialidades Negras
10h30m Atividade Cultural: CIA de Dança
11h00m - Mesa 04: Gênero, Raça e Sexualidade
12h30m Atividade Cultural: Grupo de Teatro de Mulheres Negras
15h00m às 19h00m – Grupos de Trabalho
GT 4: Patrimônio, Territórios e Memória Afrobrasileira: processos
identitários na contemporaneidade
GT 5: Gênero, Raça e Sexualidade
GT 6: Religiosidade Afrobrasileira e Intolerância Religiosa
GT 7: Racismo, Multiculturalismo e Reconhecimento
19h00m Mesa 05: Religiosidade Afrobrasileira e Liberdade Religiosa
20h30m: Encerramento: Lançamento da Cartilha de Legalização das casas
religiosas de matriz africana
21h00m Atividade Cultural: Roda de samba da Pedra do Sal
Atividades Permanentes:
Oficinas de Tranças
Culinária Afrobrasileira
Exposição de Produtos de Economia Solidária
Realização:
PUC-Rio
O tema deste ano será “O Ano Internacional dos Afrodescendentes e a Resistência Política dos Negros no Brasil de Zumbi dos Palmares a Abdias Nascimento”.
Maiores informações através do endereço:http://seminarioafro2011pucrio.blogspot.com/
As inscrições serão gratuitas!
Inscrição de Ouvintes: até 30/10/11
Programação Preliminar do Seminário:
Data – 08/11/2011 (terça feira)
9h00m - Abertura do Evento: Representante da Reitoria (PUC-Rio);
Representante do Decanato do CCS; Diretor do Departamento de Direito;
Diretora do Departamento de Serviço Social; Representante do NIREMA
9h30m - Conferência Inaugural
11h00m - Mesa 01: O Direito e as Políticas Públicas de Combate ao
Racismo no Brasil
13h00m - Atividade Cultural: Jongo
15h00m às 19h00m – Grupos de Trabalho
GT 1: Políticas Públicas e a Questão Racial
GT 2: Educação das relações étnico-raciais: a lei 10.639/2003
GT 3: Racismo Institucional e Sistemas de Justiça
19h00m - Mesa 02: As Ações Afirmativas e a População Negra no Brasil
20h30m: Atividade cultural: Leitura de fragmentos da Peça Sortilégio
(1951), de Abdias Nascimento.
Data - 09/11/2011 (quarta feira)
9h00m - Mesa 03: Territórios e Territorialidades Negras
10h30m Atividade Cultural: CIA de Dança
11h00m - Mesa 04: Gênero, Raça e Sexualidade
12h30m Atividade Cultural: Grupo de Teatro de Mulheres Negras
15h00m às 19h00m – Grupos de Trabalho
GT 4: Patrimônio, Territórios e Memória Afrobrasileira: processos
identitários na contemporaneidade
GT 5: Gênero, Raça e Sexualidade
GT 6: Religiosidade Afrobrasileira e Intolerância Religiosa
GT 7: Racismo, Multiculturalismo e Reconhecimento
19h00m Mesa 05: Religiosidade Afrobrasileira e Liberdade Religiosa
20h30m: Encerramento: Lançamento da Cartilha de Legalização das casas
religiosas de matriz africana
21h00m Atividade Cultural: Roda de samba da Pedra do Sal
Atividades Permanentes:
Oficinas de Tranças
Culinária Afrobrasileira
Exposição de Produtos de Economia Solidária
Realização:
PUC-Rio
Foto: google
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Violência e População Negra
No dia 07 de outubro de 2011, de 14 as 18hs, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada-IPEA realiza o Ciclo de Debates: Violência e População Negra. O evento vai acontecer em Brasília na sede do IPEA no SBS Quadra 1 Bloco J, Edifício BNDES-IPEA, auditório do 16 andar.
domingo, 2 de outubro de 2011
A cada dez brasileiros, um é analfabeto. A desigualdade continua.
Pochmann: Pobres que trabalham e estudam têm jornada maior que operários do século XIX
por Fernando César Oliveira, site da UFPR, sugestão de Luana Tolentino
O economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), classificou ontem à noite em Curitiba como “heróis” os brasileiros de famílias pobres capazes de conciliar o trabalho com o estudo.“No Brasil, dificilmente um filho de rico começa a trabalhar antes de terminar a graduação ou, em alguns casos, até mesmo a pós-graduação”, observou Pochmann.
“Os brasileiros pobres que estudam e trabalham são verdadeiros heróis. Submetem-se a uma jornada de até 16 horas diárias, oito de trabalho, quatro de estudo e outras quatro de deslocamento. Isso é mais do que os operários no século XIX.”
O presidente do Ipea foi um dos palestrantes na abertura da terceira edição do Seminário Sociologia & Política, ao lado da professora Celi Scalon (UFRJ), no Teatro da Reitoria da UFPR. “Repensando Desigualdades em Novos Contextos” é o tema geral do seminário. Promovido pelos programas de pós-graduação em Sociologia e em Ciência Política da instituição, o evento termina nesta quarta-feira (28).
Pochmann lembrou que o Brasil levou cem anos, desde a proclamação da República, em 1889, para universalizar o acesso das crianças e adolescentes ao ensino fundamental. “Mas esse acesso foi condicionado ao não crescimento dos recursos da educação, que permaneceram em torno de 4,1% ou 4,3% do PIB. Sem ampliar os recursos, aumentamos as vagas com a queda da qualidade do ensino.”
Essa universalização do ensino fundamental, no entanto, não significa que 100% dos brasileiros em idade escolar estejam estudando. Segundo dados apresentados pelo dirigente do Ipea, ainda existem 400 mil brasileiros com até 14 anos fora da escola. Se essa faixa etária for estendida para 16 anos, a cifra salta para 3,8 milhões de pessoas.
“A cada dez brasileiros, um é analfabeto. E ainda temos cerca de 45% analfabetos funcionais. É muito difícil fazer valer a democracia com esse cenário.”
Em sua fala, Marcio Pochmann também abordou temas como a redução da taxa de fecundidade das mulheres brasileiras, o crescimento da população idosa, o monopólio das corporações privadas transnacionais e a concentração da propriedade da terra.
“O Brasil não fez uma reforma agrária, não democratizou o acesso à terra. Temos uma estrutura fundiária mais concentrada do que em 1920, com o agravante de que parte dela está nas mãos de estrangeiros”, afirmou o economista. “De um lado, 40 mil proprietários rurais são donos de 50% da terra agriculturável do país, e elegem de 100 a 120 deputados federais. De outro, 14 milhões trabalhadores rurais, os agricultores familiares, elegem apenas de seis a dez deputados.”
Para Marcio Pochmann, a desigualdade é um produto do subdesenvolvimento. “Não que os países desenvolvidos não tenham desigualdade, mas não de forma tão escandalosa.”
Foto: Google
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